Historial e Objetivo

Criação da Associação Cultural Coração em Malaca em 12 de Junho de 2008-Contribuinte 508616107

Cartório Notarial de Torres Vedras

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Edificio 5 de Outubro – Rua Princesa Maria Benedita, 12-D

2560-359 TORRES VEDRAS

Telefone 261337550 * Fax 261337559

Missão:

A Associação Cultural Coração em Malaca é uma entidade civil, sem fins lucrativos, de interesse público, histórico, cultural, científico, educativo e turístico, tem por objetivo manter o “legado português e luso descendente” e a promoção da relação histórica, cultural e turística com todas as comunidades de raiz portuguesa no Mundo.

Objeto Social:

1- A Associação Cultural Coração em Malaca – ONGD (Organização Não Governamental de Cooperação para o Desenvolvimento) é uma entidade civil e de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse público, histórico, cultural, cientifico, educativo e turístico, tem por objetivo manter o << legado português e luso-descendente >> e a promoção da relação histórica, cultural e turística.

2- Para a prossecução dos seus objetivos e preenchimento das suas finalidades estatuárias, a ACCM desenvolverá por si ou em associação com outras entidades, ações nos seguintes domínios:

  1. a)Cultural;
    b)Cientifico;
    c) Educativo;
    d) Histórico;
    e) Turístico e da
    f) Cooperação

3- Podendo a Associação:

  1. a)Difundir e preservar a amizade e interesses da comunidade portuguesa e luso-descendente em MALACA/MALÁSIA;
    b)Organizar ou patrocinar atividades culturais e cientificas através de conferencias, seminários, exposições, publicações e outros eventos;
    c) Intensificar a entidade, língua* portuguesa e do crioulo de origem portuguesa (Kristang), cultura e presença portuguesa em MALACA/MALÁSIA;
    d) Manter o legado português e luso-descendente existente, criando e instalando o MUSEU DI MALACCA como promoção da história e da passagem pela cidade, conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511 e perdida em 1641;
    e) Promover convénios ou outros acordos com outras entidades, nacionais ou estrangeiras, tendo em vista a promoção das atividades da associação
  2. f)Cooperar e estabelecer intercambio designadamente com:

– A Embaixada de Portugal em Banguecoque;
– O Consulado Honorário de Portugal em Kuala Lumpur na Malásia;
– O Leitorado de Língua e Cultura Portuguesa na Faculdade de Línguas e Linguística da Universidade Malaya, em Kuala Lumpur na Malásia;
– A Melaka Historie City Council em Malacca/Malásia;
– O Governo de Portugal, Malásia, cidade-estado de Singapura e Palops;
– A Câmara Municipal de Lisboa, bem como com outras instituições similares em Portugal e no estrangeiro;
– O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento;
– Todas as Fundações e Associações Luso-Descendentes
– O Instituto de Turismo de Portugal, e outras entidades públicas ou privadas, ligadas ao turismo, hotelaria, viagens e ao património histórico e cultural.

4- Conceber, executar e apoiar programas e projetos de cariz social, cultural, ambiental, cívico e económico, designadamente nos países em vias de desenvolvimento:

  1. a)De cooperação para o desenvolvimento;
    b)De assistência humanitária;
    c) De ajuda de emergência;
    d) De promoção e proteção dos Direitos Humanos.

4.1- Sensibilizar a opinião pública para a necessidade de um relacionamento cada vez mais emprenhado com os países em vias de desenvolvimento, bem como a divulgação das realidades

4.2- A Associação, enquanto ONGD, consciente de que a Educação é um fator imprescindível para o desenvolvimento integral das sociedades e para a existência e o reforço da Paz, assume a promoção desse objetivo como uma dimensão fundamental da sua atividade.

4.3- Desenvolver as suas atividades no respeito pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.

5-  As áreas de intervenção da Associação são nomeadamente:

  1. a)Ensino, educação e cultura;
    b)Assistência cientifica e técnica;
    c) Saúde, incluindo assistência médica, medicamentosa e alimentar;
    d) Proteção e defesa do meio ambiente;
    e) Emprego e formação profissional;
    f) Intervenção social e comunitária;
    g) Desenvolvimento rural;
    h) Reforço da sociedade civil, através de apoio a associações congéneres e associações de base nos países em via de desenvolvimento;
    i) Educação para o desenvolvimento, designadamente através da divulgação da realidade dos países em vias de desenvolvimento junto da opinião pública.

6- Sempre que se torne útil, tendo em vista as suas finalidades, a Associação poderá estabelecer delegações tanto nacionais como internacionais ou outras formas de representação social onde julgar conveniente

7- A Associação poderá filiar-se em Federações, Confederações ou quaisquer outros organismos, no país ou no estrangeiro.

Plano de atividades – triénio de 2019 a 2021

Reuniu a Assembleia Geral Ordinária da Associação Cultural Coração em Malaca. ONGD, sendo aprovado no ponto 2 da convocatória  o “plano de atividades para o biénio de 2019 a 2021 respectivamente:

  1. a) Continuar a promover, divulgar e preservar o legado luso da Comunidade de Malaca, preservando e estabelecendo parcerias, protocolos e acordos com as instituições nacionais e internacionais, no reforço dos valores da comunicação de afetos intemporais, na construção de mundo mais justo e respeito pelos direitos humanos;
  2. b) Potencializar o Projeto CASA LUSA em Malaca, biblioteca e centro de investigação Luso Malaio, bem como continuar a encetar esforços na criação da CASA DE MALACA em Lisboa, com o fim de cumprir o Acordo de Geminação entre as cidades, previsto pelo seu mentor, Nuno Krus Abecassis em Janeiro de 1984;
  3. c) Implementar uma escola de ensino da língua e cultura portuguesa em Malaca, bem como a preservação do crioulo de Malaca;
  4. d) Cooperar e coordenar a requalificação do Museu do Bairro Português de Malaca;
  5. e) Elevar a cultura e tradições de raiz portuguesa, através do levantamento e valorização do património imaterial das danças dos grupos existentes do bairro, incentivando à criação de mais ranchos, atração do elevado turismo a Malaca/Malásia, desenvolvendo os departamentos de Delegação Padre Sa Chang no Bairro Português de Malaca;
  6. f) Abraçar e fortificar as parcerias da gastronomia lusa das mais diversas comunidades e regiões;
  7. g) Estabelecer colaboração com Universidades e Polos do ensino profissional para Malaca, criando oportunidades de novas aprendizagens a desenvolver aos jovens das comunidades luso;
  8. h) Acompanhar o desenvolvimento do Centro de Saúde AMI, alargando os seus benefícios, para além do seu tempo de duração contratual, de modo a integra-lo no sistema de saúde pública, trabalho a realizar com o Governo Estatual de Malaca;
  9. i) Promover encontros de investigadores da Diáspora luso em Malaca/Malásia, proporcionando estender as ofertas de produtos de origem portuguesa e outros serviços, quase desconhecidos em Malaca,
  10. j) Proceder ao levantamento e seus registos de património material e imaterial de origem portuguesa em Malaca, de acordo com os critérios da Unesco;
  11. l) Promover o desporto, festivais e atividades ligadas às artes e ao turismo.

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Luisa Timóteo

Entrevista conduzida pela professora Madalena Canas, Coordenadora do projeto “Clube Raízes” escola do Paião.

É já do conhecimento de todos os seguidores do nosso blogue que, desde há pouco mais de um ano, mantemos uma relação estreita com Malaca, nomeadamente com o “Portuguese Settlement”, ou seja, com o Bairro Português daquela cidade da Malásia, onde habitam cerca de 3000 luso falantes. Esta relação concretiza-se através de um intercâmbio, proporcionado pela Associação “Korsang di Melaka”, “Coração em Malaca” que, apesar da distância e do trilho difícil dos caminhos, apostou no apoio àquela comunidade de origens portuguesas, que veneram Afonso de Albuquerque, afirmando que, existem porque Afonso de Albuquerque também existiu, numa vontade firme de ajudar à manutenção e estudo da língua portuguesa, bem como preservar o português antigo de Malaca/Papiah.

O levantamento, divulgação e preservação da cultura de origem portuguesa, é essencial e urgente para não deixar morrer o legado que perdura desde 1511 – Sec.XVI, referencia manifestada na declaração da UNESCO que nomeia Malaca, património de todos os povos. Preservação da religião católica, das festas religiosas e populares, do folclore e da música de influência lusa. Partilhar com amor a Portugal é a expressão certa para definir esta relação. Também nós partilhamos desse amor à História, à Língua e à Cultura Portuguesa.

CR – O que a levou, pessoalmente, a criar a Associação Cultural Coração em Malaca?

LT – As razões da criação da Associação Cultural Coração em Malaca, resultaram do desejo de visitar Malaca em homenagem ao meu pai, que sempre nos falou da bravura dos marinheiros e da coragem da travessia do mar desconhecido. Dizia meu pai que Afonso de Albuquerque chegou ao outro lado do mundo em 1511, a Malaca. Assim no regresso a Portugal, em Novembro de 2005, depois cumprida uma missão de três anos em Timor – Leste ao serviço da Cooperação Portuguesa, desviei a rota e fui a Malaca, na companhia de duas amigas que me acompanharam sempre, Maria Cristiana Casimiro e Maria João Liew, ambas fundadoras e membros da Direção, responsáveis pela Delegação da Associação em Kuala Lumpur/Malásia. A minha presença no Bairro Português de Malaca foi marcada pelo sentimento de que aquele lugar me pertencia também. Tantas coisas em comum, tantas semelhanças de tradições, a presença da nossa cultura e língua de Camões. A saudade de todo o nosso passado foi para mim um recado. O dever de honrar esta memória. Prometi que jamais se deixaria de falar nos “Portugueses de Malaca”, expressão que ouvi e assim são conhecidos e tratados na Malásia.

Assembleia Geral da ACCM

CR – Qual é o objectivo dessa Associação? Tem muitos participantes?

LT – A Associação, entidade civil e de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse público, histórico, cultural, científico, educativo e turístico, tem por objeto manter o “legado português e luso descendente”, e a promoção da relação histórica, cultural e turística.

A ACCM, criada em Torres Vedras em 12 de Junho de 2008, antes de Malaca ser nomeada pela Unesco património da humanidade, conquistou um universo de pessoas, quer portuguesas, quer doutras nacionalidades, que se manifestam através dos nosso site.

É de realçar que toda esta dimensão só foi possível com o apoio do Instituto Camões, Fundação Oriente-Museu, empresa Logoplaste,  S.T.A – Sociedade Torreense de Automóveis, S.A., Painel do Regedor / Bairro Português de Malaca, REN-Rede Eléctrica Nacional, S.A, Sociedade de Geografia de Lisboa, Sociedade Histórica-Palácio da Independência de Lisboa, Museu Militar de Lisboa, Casa das Cenas-Educação pela Arte em Sintra, Autarquias: Câmara Municipal de Torres Vedras, de Sintra, de Freixo Espada à Cinta, de Póvoa de Varzim, Juntas de Freguesia: de Lavos – Figueira da Foz, de São Martinho – Sintra, de Ponte do Rol – Torres Vedras,  Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé – Braga, ao Grupo Folclórico de Professores de Braga, Agrupamento de Escolas do Paião – Figueira da Foz, Clube “Raízes” da referida Escola, Escola Secundária Henriques Nogueira em Torres Vedras, Revista Raia Diplomática, RTP1, Associação – Movimento Internacional da Lusofonia, Associação dos Colóquios da Lusofonia, Grupo Folclórico Poveiro – Póvoa de Varzim, Portugal dos Pequeninos, em Coimbra, Comissão do Grupo Parlamentar das Comunidades e de todos os ASSOCIADOS, cerca de 500, que apoiam e divulgam esta já grande Associação “Korsang di Melaka”, através do Projeto “POVOS CRUZADOS”.

CR – O que tem feito em prol da prossecução desses objectivos (ou seja, qual o trabalho que tem sido desenvolvido pela Associação em prol da preservação das raízes linguísticas e culturais em Malaca).

Por cá a Associação, enaltecendo os Associados Dr. Aráujo da Costa e Comendador António Fernandes de Barros, co-patrocinadores das viagens a Portugal dos dois grandes líderes dos grupos de dança e cantares de folclore de Malaca, que sempre sonharam conhecerem Portugal como o berço da sua Nação, senhores NOEL FÉLIX, em Novembro de 2009 e MANUEL LÁZAROO (Papa Joe), em Maio de 2010.

Com Manuel Lazaroo no Palácio da Independência

A Associação promoveu visitas, debates, encontros, palestras pelas mais diversas localidades do país, com a ajuda de entidades privadas, associados e amigos com o coração em Malaca. Dando a conhecer um passado presente que não queremos, nem deixamos, morrer. Estes encontros, onde estes líderes falaram e cantaram em português, foram acompanhados de discursos e palavras de carinho que nos honram e de que nos devemos orgulhar.

Para além destas iniciativas a Associação está presente em muitos eventos, como convidada ou por desejar comparecer. Atenta também aos acontecimentos relevantes das desejadas comemorações dos 500 anos da chegada a Malaca, espera-se que seja este o ano em que se estabeleça o ACORDO DE COOPERAÇÃO entre Portugal/Malásia-Malásia/Portugal.

CR – Como têm divulgado as actividades da Associação?

 LT – Temos feito a divulgação através da escrita (cartas enviadas), pela Net e dando informações, quer solicitadas ou não, aos associados através do nosso site, dos acontecimentos e das necessidades de apoio e divulgação. Tendo em conta que esta Associação apesar de ser criada em Portugal é de âmbito internacional.

CR – O que acha deveria fazer-se, ou continuar a fazer-se, para apoiar os luso-descendentes de Malaca na preservação das raízes portuguesas?

LT – Tudo que esteja ao alcance, para que se estabeleça urgentemente o ACORDO DE COOPERAÇÃO entre as cidades de Lisboa e Malaca, este datada em 19 de Janeiro de 1984.

CR – Está a pensar em algo de especial para a Comemoração dos 500 anos da presença portuguesa em Malaca?

LT – Que as comemorações se realizem a nível de Estados. Mas com sucesso, este depende do referido ACORDO DE COOPERAÇÃO.

Sonho e ACREDITO.

CR – O que acha importante divulgar e que mensagem quer deixar aos alunos, professores, público em geral?

LT – Que as escolas ALUNOS, PAIS, PROFESSORES vejam neste legado que é nosso também, uma projeção de futuros possíveis, para o engrandecimento das relações culturais, históricas e de cooperação que passam pela possibilidade do intercâmbio de cursos, mestrados, doutoramentos a nível dos dois países, onde esta habilitações sejam reconhecidas em prol do maior conhecimento que conduz a um mundo de PAZ e de HUMANIDADE.

Acrescento que seria muito bom o reforço desta Associação, que já deu provas de o merecer, com ética se afirme e seja enviado ás diversas entidades governamentais, petições da realidade do ACORDO DE COOPERAÇÃO entre as referidas cidades na defesa da herança portuguesa de Malaca e no mundo.