Jornal Povos Cruzados

Edição Nº 9 – Ano 7 – 2020

.A Abrir

Transversal ao projeto “Povos Cruzados” a Associação Cultural Coração em Malaca ONGD (Organização não Governamental para o Desenvolvimento), na apresentação pública no ex-Instituto Camões, deu a conhecer os objetivos da Associação, em prol de Malaca, divulgação e promoção do património de origem portuguesa, entre eles a Língua, incluindo o domínio papiah português, como perspetivas de sobrevivência, vontade manifestada pela comunidade do Bairro Português que é oficialmente reconhecido a identidade própria, com base: descendência de antepassado português, assente no nome; religião católica (cristã) e dialeto próprio. 

.Missão

Como plano de trabalho da Associação Cultural Coração em Malaca (ONGD), tem sido delineado e desenvolvido em parceria com o Camões, I.P. orientado para os bolseiros Fernão Mendes Pinto, desenvolver como prioridade as ações:

1-Identidade: preservação da língua – Criação de um Manual trilíngue, marcada pela resiliência dos seus falantes, como a riqueza e a importância da preservação cultural da comunidade portuguesa de Malaca;
2- Reabertura da Casa Luso-Biblioteca e Centro de Investigação Luso Malaio “Gerry”; 3-Apoio à Comunidade nas mais diversas áreas e vertentes;
4-Museu e centro documental do Bairro Português de Malaca .

Com o coração na língua, e após muito trabalho dos bolseiros FMP, nos anos 2016 / 2017, foi concluído o Manual, com o contributo científico à edição, do bolseiro, Sílvio Moreira de Sousa. Os lusos falantes daquele estado da Malásia, possui agora um significativo exemplar didático, fornecendo aos leitores três versões linguísticas: Crioulo Português de Malaca, Inglês e Português. Manual publicado em Fevereiro 2018, com o apoio do Instituto Internacional de Macau.

Imagem retirada do livro “Bos podi papiah ku yo?”

.Homenagem

Redescoberto manuscrito com poemas em crioulo Português

Notícia publicada no Jornal TRIBUNA DE MACAU – 27 Maio 2020, pág. 13

Alan Baxter, especialista em crioulo de base portuguesa, que contou ao jornal TM, qual a importância deste manuscrito, cujo título original é “Panton Malaijoe dan Português”, que vai ser publicado pela Casa da Moeda “The Lisbon Book of Pantuns”. Entre diversas apreciações da investigação de Alan Baxter, citamos a elevação de Malaca.

“Em geral, podemos dizer que o manuscrito contribui bastante para a nossa compreensão da formação dos crioulos do Sudeste Asiático. Por outro lado, dá para perceber o papel que Malaca teve naquela época”

Congratula-se a ONGD em prol do Crioulo Português de Malaca do Sudeste Asiático, como o maior património da humanidade, simbolizando encontros de culturas e conhecimentos partilhados, que ainda hoje permanecem vivos e identificados. Malaca património da Humanidade nomeada pela UNESCO, é anfitriã da preservação do Crioulo, que após a perda dos últimos Missionários portugueses:

·        Pe. Álvaro Coroado;
·        Pe. Massano;
·        Pe. Augusto Sendim;
·        Pe. Manuel Teixeira;
·        Pe. Manuel Joaquim Pintado,

Invocados e homenageados, a quem visita o bairro português, num apelo do ensino na escola às crianças, do crioulo português de Malaca, em risco de se perder.

Imagem retirada do livro ” O Bairro Português de Malaca” de João Pedro de Campos Guimarães – José Maria Cabral Fereira